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Enclosures no Saxofone: Guia Completo para Improvisação, Jazz e Bebop

1. Introdução

A improvisação no saxofone envolve muito mais do que tocar escalas e arpejos. Um dos recursos mais importantes para desenvolver frases com direção melódica é o uso dos enclosures — pequenas estruturas de notas que conduzem o ouvido e a linha melódica até uma nota-alvo.

Muito utilizados no jazz, no bebop e em diferentes abordagens da improvisação moderna, os enclosures permitem criar linhas mais conectadas, cromáticas e musicalmente direcionadas.

Neste artigo, você vai entender o que são enclosures, como eles funcionam, quais são os principais tipos e como utilizá-los no saxofone por meio de exercícios progressivos, arpejos, escalas e progressões harmônicas.

O objetivo é transformar esse recurso em uma ferramenta prática de improvisação, ajudando você a desenvolver frases com mais clareza, vocabulário e controle melódico.

2. O conceito de NOTA-ALVO

Antes de estudar enclosures, é fundamental compreender o conceito de target note, ou nota-alvo.

A nota-alvo é a nota para a qual a frase está sendo conduzida.

Em improvisação sobre um acorde, podem ser utilizadas como notas-alvo:

  • fundamental;

  • terça;

  • quinta;

  • sétima;

  • sexta;

  • nona;

  • décima-terceira;

  • alterações do acorde;

  • notas da melodia;

  • notas de conexão entre acordes.

Entretanto, as notas mais importantes para evidenciar a harmonia são geralmente a terça e a sétima, pois elas ajudam a definir a qualidade e o movimento dos acordes.

Por exemplo, sobre:

Dm7 – G7 – Cmaj7

podemos estabelecer como notas-alvo:

F → B → E

Temos:

  • F = terça de Dm7;

  • B = terça de G7;

  • E = terça de Cmaj7.

O resultado é uma linha que não apenas executa escalas, mas que direciona a melodia através da harmonia.

3. A estrutura básica do enclosure

Vamos representar a nota-alvo pela letra:

T = Target = nota-alvo

O modelo básico é:

A – B – T

onde:

  • A = nota de aproximação superior;

  • B = nota de aproximação inferior;

  • T = nota-alvo.

A característica fundamental é que as aproximações vêm de direções opostas.

Exemplo com C como alvo:

Db – B – C

ou:

D – Bb – C

Dependendo da distância e do material utilizado, teremos diferentes tipos de enclosure.

4. Enclosure cromático

É o tipo mais tradicional e provavelmente o primeiro que o saxofonista deve dominar.

As duas notas de aproximação estão a um semitom da nota-alvo.

Fórmula

+½ → –½ → T

Para C:

Db – B – C

Para E:

F – Eb – E

Para G:

Ab – Gb – G

Exercício 1

Execute o padrão sobre cada nota da escala de C maior:

Db – B – C

Eb – D – D

F – Eb – E

G – F# – G

Ab – Gb – G

Bb – A – A

C – B – B

D – C# – D

O objetivo inicial não é velocidade.

O objetivo é:

  1. ouvir a nota-alvo;

  2. antecipá-la mentalmente;

  3. sentir a tensão das duas notas anteriores;

  4. resolver claramente.

5. Enclosure cromático invertido

Podemos inverter a ordem das aproximações.

Em vez de:

acima → abaixo → alvo

utilizamos:

abaixo → acima → alvo

Para C:

B – Db – C

Para E:

Eb – F – E

Fórmula

–½ → +½ → T

Esse movimento produz uma sensação diferente, apesar de utilizar as mesmas três alturas.

Exercício 2

Pratique:

B – Db – C

C# – Eb – D

D# – F – E

E – G – F#

etc.

Depois execute o mesmo material:

  1. ascendente;

  2. descendente;

  3. em terças;

  4. em graus conjuntos;

  5. em arpejos.

6. Enclosure diatônico

O enclosure não precisa necessariamente utilizar dois semitons.

Podemos utilizar notas pertencentes à escala da tonalidade ou ao material harmônico em questão.

Considere C como alvo dentro da escala de C maior:

D – B – C

Temos:

  • D = nota diatônica acima;

  • B = nota diatônica abaixo;

  • C = alvo.

Fórmula

diatônica acima → diatônica abaixo → T

Esse tipo de enclosure produz uma sonoridade geralmente mais aberta e menos cromática.

7. Enclosure diatônico invertido

Agora invertemos a ordem:

B – D – C

Fórmula

diatônica abaixo → diatônica acima → T

Compare:

D – B – C

com:

B – D – C

Embora utilizem as mesmas três notas, o desenho melódico e a sensação de direção são diferentes.

8. Enclosures mistos

Uma das áreas mais importantes para o desenvolvimento da linguagem é a combinação de aproximações cromáticas e diatônicas.

Podemos combinar:

  • superior diatônica + inferior cromática;

  • superior cromática + inferior diatônica;

  • superior diatônica + inferior diatônica;

  • superior cromática + inferior cromática.

Essa classificação também aparece em materiais pedagógicos contemporâneos sobre improvisação.

8.1 Superior diatônica + inferior cromática

Para C:

D – B – C

se o B for a aproximação inferior diatônica.

Para uma combinação cromática inferior:

D – B – C

No caso de C maior, o B também é cromático em relação à função de aproximação por semitom.

Por isso, ao elaborar exercícios para o método, é importante especificar claramente o intervalo em relação ao alvo, e não apenas chamar genericamente de "diatônico".

Uma maneira mais precisa é utilizar a fórmula intervalar.

9. A classificação por intervalos

Para tornar o método mais completo, podemos abandonar temporariamente os nomes e pensar em distâncias em relação à nota-alvo.

Exemplo:

+1 / –1 / T

significa:

  • um semitom acima;

  • um semitom abaixo;

  • alvo.

Outro exemplo:

+2 / –1 / T

significa:

  • tom acima;

  • semitom abaixo;

  • alvo.

E:

+1 / –2 / T

significa:

  • semitom acima;

  • tom abaixo;

  • alvo.

Isso permite criar uma quantidade muito maior de possibilidades.

10. Os quatro enclosures fundamentais

Podemos organizar os modelos básicos desta maneira:

Modelo A — cromático/cromático

+1 –1 T

Exemplo para C:

Db – B – C

Modelo B — diatônico/cromático

+2 –1 T

Exemplo para C:

D – B – C

Modelo C — cromático/diatônico

+1 –2 T

Exemplo:

Db – Bb – C

Modelo D — diatônico/diatônico

+2 –2 T

Exemplo:

D – Bb – C

Esses quatro modelos constituem uma excelente base para o estudo sistemático.

11. Enclosures invertidos

Cada um desses modelos pode ser invertido.

Assim, para cada fórmula temos:

Superior → inferior → alvo

e

Inferior → superior → alvo

Portanto, já temos:

  1. +1 / –1 / T

  2. –1 / +1 / T

  3. +2 / –1 / T

  4. –1 / +2 / T

  5. +1 / –2 / T

  6. –2 / +1 / T

  7. +2 / –2 / T

  8. –2 / +2 / T

Esses oito modelos constituem uma excelente matriz inicial para o método.

12. Enclosure com duas notas do mesmo lado

Embora o conceito tradicional de enclosure esteja associado ao cercamento da nota-alvo por aproximações de lados opostos, podemos ampliar o estudo para aproximações estendidas.

Por exemplo:

F – F# – D# – E

Nesse caso temos:

+2 → +1 → –1 → T

Ou seja:

duas notas acima, uma abaixo e finalmente o alvo.

Podemos chamar isso de:

enclosure estendido 2–1

13. Enclosure 1–2

O processo inverso:

D# – D – F – E

pode ser organizado como:

–1 → –2 → +1 → T

ou, dependendo da organização intervalar escolhida.

O importante pedagogicamente é perceber que o enclosure pode ser ampliado sem perder sua função principal:

criar movimento → aumentar a expectativa → resolver na nota-alvo.

14. Enclosure 2–2

Uma possibilidade muito importante é utilizar duas notas de aproximação de cada lado.

Exemplo para E:

F – F# – Eb – D# – E

Podemos organizar o conceito como:

duas aproximações superiores + duas inferiores → alvo

O efeito é mais elaborado e pode ser usado para preencher maior espaço rítmico.

15. Enclosure cromático estendido

Uma das maneiras mais eficientes de estudar essa ideia é criar sequências cromáticas.

Para C:

D – Db – B – C

ou:

C# – D – Bb – B – C

Essas construções podem ser deslocadas para qualquer nota.

O estudante deve evitar decorar apenas os desenhos.

O objetivo é desenvolver a capacidade de pensar:

"Qual é a minha nota-alvo e como posso criar tensão antes de chegar a ela?"

16. Enclosures com três ou mais aproximações

O conceito pode ser expandido para:

aproximações → aproximações → nota-alvo

Por exemplo:

F – E – Eb – D – C

Nesse caso temos uma linha descendente que utiliza várias notas para preparar C.

Isso nos aproxima de outro conceito importante da linguagem do jazz:

a conexão entre enclosure, cromatismo e escala de bebop.

Barry Harris, por exemplo, trabalha a ideia de notas acrescentadas, aproximações, surrounding notes, cromatismos e linhas em que as notas do acorde são colocadas em posições métricas importantes.

17. Enclosures aplicados a arpejos

Uma das aplicações mais importantes é cercar cada nota de um arpejo.

Considere:

Cmaj7

Arpejo:

C – E – G – B

Aplicando enclosure cromático:

Db – B – C

F – Eb – E

Ab – Gb – G

C – Bb – B

Temos:

Db – B – C | F – Eb – E | Ab – Gb – G | C – Bb – B

Isso transforma um simples arpejo em uma linha muito mais direcionada.

18. Enclosures sobre acordes menores

Considere:

Dm7

Arpejo:

D – F – A – C

Aplicando:

Eb – Db – D

G – E – F

Bb – Ab – A

Db – B – C

Depois toque o arpejo novamente sem os enclosures.

Essa comparação é importante para perceber a diferença entre:

arpejo puro

e

arpejo ornamentado por aproximações.

19. Enclosures sobre acordes dominantes

Considere:

G7

Arpejo:

G – B – D – F

Aplicando:

Ab – Gb – G

C – Bb – B

Eb – Db – D

Gb – E – F

O resultado cria uma sonoridade diretamente associada à linguagem do jazz.

É especialmente interessante aplicar enclosures às:

  • terça;

  • sétima;

  • nona;

  • quinta.

20. Enclosures sobre a terça

A terça é uma das melhores notas-alvo para esse estudo.

Sobre C7:

C – E – G – Bb

Alvo:

E

Enclosure:

F – Eb – E

Agora coloque o alvo em diferentes posições métricas:

Alvo no tempo 1

F – Eb | E

Alvo no tempo 2

... F – Eb – E

Alvo no tempo 4

... F – Eb – E

Depois faça o mesmo sobre todos os acordes de um blues.

21. Enclosures sobre a sétima

Sobre G7:

sétima = F

Enclosure:

Gb – E – F

ou invertido:

E – Gb – F

Depois faça:

Ab – E – F

e:

E – G – F

Assim o aluno começa a perceber que não existe apenas um "desenho obrigatório".

22. Enclosures sobre ii–V–I

Essa é provavelmente uma das aplicações mais importantes para o seu método.

Considere:

Dm7 | G7 | Cmaj7

Escolha como notas-alvo:

F | B | E

Agora:

Dm7

Gb – E – F

G7

C – Bb – B

Cmaj7

F – Eb – E

Resultando:

Gb – E – F | C – Bb – B | F – Eb – E

Pratique inicialmente em andamento lento.

Depois aumente gradualmente o andamento.

23. Enclosures e voice leading

Uma aplicação ainda mais avançada consiste em escolher notas-alvo que tenham movimento mínimo entre os acordes.

No ii–V–I:

Dm7 → G7 → Cmaj7

podemos utilizar:

F → F → E

ou:

C → B → B

ou:

F → B → E

A escolha das notas-alvo determina o caráter da linha.

Portanto:

O enclosure não deve ser estudado isoladamente da harmonia.

Ele é uma ferramenta para conduzir a linha em direção a determinados pontos harmônicos.

24. Enclosures sobre escalas

Depois de dominar os arpejos, aplique os mesmos princípios às escalas.

Escala de C maior:

C D E F G A B

Escolha cada grau como nota-alvo.

Por exemplo:

D# – C# – D

F – D# – E

G# – F# – G

etc.

Depois faça o exercício em movimento contínuo.

25. Enclosures descendentes

Grande parte dos exercícios tradicionais de bebop utiliza movimento descendente.

Por isso, pratique:

enclosure + escala descendente

Exemplo:

F – Eb – E – D – C – B – A – G

Depois:

Ab – Gb – G – F – E – D – C – B

O objetivo é aprender a inserir o recurso dentro de uma linha real.

26. Enclosures ascendentes

Não limite o estudo ao movimento descendente.

Pratique também:

enclosure → movimento ascendente

Por exemplo:

Db – B – C – D – E – F – G

Depois:

D – B – C – D – E – F – G

A ideia é evitar que o aluno associe enclosure exclusivamente a uma direção.

27. Enclosures com arpejos ascendentes e descendentes

Exercício:

Ascendente

enclosure de 1 → arpejo ascendente

Descendente

enclosure de 1 → arpejo descendente

Alternado

enclosure → arpejo → enclosure → arpejo

Esse tipo de exercício começa a transformar o conceito em vocabulário improvisacional.

28. Enclosures e notas de tensão

Não é obrigatório utilizar apenas notas estruturais do acorde como alvo.

Podemos direcionar a linha para:

  • 9ª;

  • 11ª;

  • 13ª;

  • alterações;

  • notas de escala;

  • notas de passagem;

  • notas da melodia.

Por exemplo, sobre Cmaj7:

alvo = D (9ª)

Eb – Db – D

alvo = A (13ª)

Bb – Ab – A

Assim o enclosure deixa de ser apenas uma ferramenta de arpejo.

29. Enclosures sobre tensões alteradas

Em acordes dominantes, podemos direcionar a linha para:

b9

#9

b5/#11

#5/b13

Exemplo:

G7:

alvo = Ab

A – G – Ab

alvo = A#

B – A – A#

alvo = Db

D – C – Db

Isso cria uma sonoridade mais moderna e cromática.

30. Enclosures e escala alterada

Uma aplicação avançada consiste em combinar enclosures com a escala alterada.

Sobre G7alt:

G Ab Bb B Db Eb F

Escolha B como alvo:

C – Bb – B

Escolha Db:

D – C – Db

Escolha Eb:

E – D – Eb

O aluno deve aprender primeiro o som do alvo e somente depois inserir o cromatismo.

31. Enclosures e escala diminuta

Outra possibilidade avançada é aplicar o conceito sobre acordes dominantes associados à linguagem diminuta.

Por exemplo:

G7

Escolha:

B – Db – D – Eb – F – Gb – Ab – A

e utilize diferentes notas como alvos.

Isso permite combinar:

  • enclosure;

  • cromatismo;

  • arpejos;

  • diminuta;

  • tensão e resolução.

32. Enclosures e escala bebop

Uma das aplicações mais naturais é utilizar um enclosure para preparar uma nota estrutural de uma escala de bebop.

Por exemplo:

C – B – Bb – A – G

pode ser reorganizado melodicamente para que determinadas notas estruturais caiam em posições métricas importantes.

A ideia é não pensar:

"Vou tocar um padrão de enclosure."

Mas:

"Vou utilizar uma aproximação para fazer a nota importante chegar no lugar certo."

Essa mudança de pensamento é fundamental para sair do exercício e entrar na improvisação.

33. Enclosures rítmicos

Um erro comum é praticar todos os enclosures apenas como três colcheias ou três semicolcheias.

O músico precisa estudar diferentes organizações rítmicas.

Colcheias

Db – B – C

Semicolcheias

Db – B – C – D

Tercinas

Db – B – C

Tercina invertida

B – Db – C

Síncope

Db – B — C

Anacruse

Db – B → C

O ritmo deve eventualmente tornar-se tão importante quanto as notas.

34. Deslocamento métrico

Toque o mesmo enclosure começando em:

  • tempo 1;

  • "e" do 1;

  • tempo 2;

  • "e" do 2;

  • tempo 3;

  • "e" do 3;

  • tempo 4;

  • "e" do 4.

Isso é extremamente importante para evitar que o músico fique condicionado a um único desenho métrico.

35. Enclosures em diferentes subdivisões

Pratique o mesmo material em:

semínimas

colcheias

tercinas

semicolcheias

sextinas

Depois misture as subdivisões.

Exemplo:

tercina → colcheias → semicolcheias → pausa → enclosure

36. Enclosures e pausas

O silêncio também pode fazer parte da preparação.

Exemplo:

Db – B – [pausa] – C

ou:

[pausa] – Db – B – C

A pausa pode aumentar a expectativa antes da resolução.

37. Enclosures e articulação

Para saxofonistas, não basta estudar as notas.

Experimente:

  • tudo ligado;

  • tudo articulado;

  • acento na primeira nota;

  • acento na segunda;

  • acento na nota-alvo;

  • língua somente na nota-alvo;

  • diferentes combinações de ataque.

Um mesmo enclosure pode produzir resultados completamente diferentes dependendo da articulação.

38. Enclosures em todos os tons

Depois de dominar o conceito em C, transponha para:

C → Db → D → Eb → E → F → Gb → G → Ab → A → Bb → B

O objetivo

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BIBLIOGRAFIA

BAKER, David. Jazz Improvisation: A Comprehensive Method for All Players. Van Nuys: Alfred Publishing.

BAKER, David. How to Play Bebop. Van Nuys: Alfred Publishing.

BERGONZI, Jerry. Inside Improvisation Series. Rottenburg: Advance Music.

BERLINER, Paul F. Thinking in Jazz: The Infinite Art of Improvisation. Chicago: University of Chicago Press, 1994.

COKER, Jerry. Improvising Jazz. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, 1964.

COKER, Jerry. Patterns for Jazz. Alfred Publishing.

DEVEAUX, Scott. The Birth of Bebop: A Social and Musical History. Berkeley: University of California Press, 1997.

LEVINE, Mark. The Jazz Theory Book. Petaluma: Sher Music Co., 1995.

RAWLINS, Robert; BAHHA, Nor Eddine. Jazzology: The Encyclopedia of Jazz Theory for All Musicians. Milwaukee: Hal Leonard.

TEREFENKO, Dariusz. Jazz Theory: From Basic to Advanced Study. New York: Routledge.

TITLEBAUM, Mike. Jazz Improvisation Using Simple Melodic Embellishment. New York: Routledge, 2020.

OWENS, Thomas. Bebop: The Music and Its Players. New York: Oxford University Press, 1995.

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