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De violão

Sobreposição de Pentatônicas
Parte I e II
(Atualizado)

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​Usando várias

 

pentatônicas

​

sobre um acorde

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Parte I
 

Introdução
 

Bem-vindo ao blog Marcelo Bastos Music de hoje, onde vamos explorar o conceito de sobreposição de escalas pentatônicas sobre acordes. Especificamente, iremos focar-nos em como usar múltiplas pentatônicas para criar sons interessantes e únicos. Embora existam várias escalas pentatônicas, iremos discutir principalmente as escalas pentatônicas menores. Ao compreender estas escalas e as suas posições na guitarra e no teclado, será capaz de expandir o seu vocabulário musical e criar solos mais dinâmicos e expressivos.

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A Escala Pentatônica Menor Reta
 

Comecemos por examinar a escala pentatônica menor direta. Esta escala é derivada da nota raiz e é frequentemente a primeira escolha para tocar sobre um acorde. Por exemplo, se pegarmos num acorde de Ré menor 7, podemos tocar a escala pentatónica de Ré menor. Esta escala consiste nas notas Ré, Fá, Sol, Lá e Dó. Quando tocada sobre um acorde de Ré menor 7, cria um som suave e familiar.

No entanto, existem outras escalas pentatônicas que podem ser usadas sobre um acorde de Ré menor 7 para adicionar diferentes sabores e tensões. A segunda opção é tocar a escala pentatônica menor com base na quinta do acorde, que neste caso é A. Tocar uma escala pentatônica menor A sobre um acorde de Ré menor 7 introduz as notas A, C, D, E e G. Esta escala cria um som menor 9, acrescentando um pouco mais de complexidade ao som geral.

A terceira escala que podemos usar é a pentatónica baseada no segundo grau da escala, que neste caso é Mi. Tocar uma escala pentatónica em Mi menor sobre um acorde de Ré menor 7 introduz as notas Mi, Sol, Lá, Si e Ré. Esta escala cria um som menor 6/9, incorporando as extensões superiores do acorde de Ré menor.

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Usar diferentes posições pentatônicas
 

Para utilizar plenamente estas escalas pentatônicas, é importante familiarizar-se com as cinco posições pentatônicas na guitarra. Cada posição é baseada nas cinco notas separadas da escala e pode ser tocada em diferentes áreas do braço. Ao praticar estas posições e ser capaz de alternar entre elas, pode criar solos mais dinâmicos e fluidos.

Por exemplo, tomemos a quinta posição da escala pentatónica. Começando com Ré menor, a primeira posição está localizada no terceiro traste. A segunda posição pode ser encontrada nas cordas abertas, seguida da terceira posição, que é um dedilhado comum. A quarta posição encontra-se mais acima no braço, e a quinta posição está localizada acima dela. Ao ser capaz de navegar entre estas posições, pode criar linhas melódicas interessantes e explorar diferentes tonalidades.

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Sobreposição de pentatônicas em

acordes dominantes
 

Agora, vamos mudar o nosso foco para os acordes de sétima dominante. Ao tocar sobre um acorde de G7, pode usar a escala pentatônica de G maior, que é também a escala pentatônica de E menor. Esta escala consiste nas notas Sol, Lá, Si, Ré e Mi. Cria um som brilhante e bluesy que complementa o acorde dominante.

Outra opção é usar a escala pentatônica de Sol menor, que acrescenta um sabor bluesy e soulful aos seus solos. Ao combinar as escalas pentatónicas de Sol menor e Sol maior, pode obter um som de blues rico e complexo. Esta técnica é muito utilizada na improvisação de blues e jazz.

Por fim, temos a escala pentatônica de Dó trítono, que inclui todas as notas alteradas de um acorde de sétima dominante, juntamente com a sétima bemol. Ao usar a escala pentatónica de Ré bemol maior sobre um acorde de G7, introduz-se o nove sustenido, nove bemol, cinco sustenido, cinco bemol e sete bemol. Esta escala cria um som tenso e dissonante, adicionando um sabor único aos seus solos.

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Sobreposição de pentatônicas

em acordes maiores
 

Quando se trata de acordes maiores, como o de Dó maior, pode usar a escala pentatônica de Dó maior ou a escala pentatônica de Lá menor, uma vez que partilham as mesmas notas. Estas escalas produzem um som brilhante e alegre que complementa os acordes maiores.

Além disso, pode experimentar a escala pentatônica Lídio, que está um passo inteiro acima da raiz do acorde maior. Por exemplo, sobre um acorde de Dó maior 7, pode tocar uma escala pentatônica de Mi maior. Esta escala adiciona a sétima, a nona, a terceira, a quarta aumentada e a décima terceira ao som geral, criando uma atmosfera sonhadora e etérea.

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Mudança de pentatônicas numa progressão 2-5-1

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Para explorar melhor o conceito de sobreposição de pentatônicas, vejamos uma progressão de acordes comum: o 2-5-1. Na tonalidade de Dó maior, esta progressão consiste em acordes de Ré menor 7, G7 e Dó maior 7. Ao alternar entre diferentes escalas pentatônicas, pode criar tensão e libertação, adicionando profundidade e complexidade aos seus solos.

Ao tocar sobre o acorde de Ré menor 7, pode começar com uma escala pentatônica de Lá menor, baseada na quinta do acorde. Quando a progressão passa para o acorde de G7, pode mudar para uma escala pentatônica de Si bemol menor, que acrescenta tensão e altera o som geral. Finalmente, quando a progressão resolve para o acorde de Dó maior 7, pode usar uma escala pentatônica de Si menor para criar um som Lídio.

Ao fazer uma transição suave entre estas escalas pentatônicas, pode criar linhas melódicas que realçam as qualidades únicas de cada acorde na progressão. É importante praticar estas mudanças e sentir-se confortável com as diferentes posições e dedilhados na guitarra.

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Conclusão
 

A sobreposição de escalas pentatónicas é uma técnica poderosa que lhe permite explorar diferentes tonalidades e adicionar complexidade aos seus solos. Ao compreender as várias escalas pentatónicas e as suas posições, pode criar frases musicais mais dinâmicas e expressivas. Quer esteja a tocar sobre acordes menores, dominantes ou maiores, a experimentação de diferentes escalas pentatónicas pode melhorar muito as suas capacidades de improvisação.

Lembre-se de praticar a mudança entre posições e escalas, e de se familiarizar com os dedilhados pentatónicos em todo o braço. Isto permitir-lhe-á navegar sem esforço entre diferentes tonalidades e criar linhas melódicas interessantes.

 

Obrigado por se juntar a nós no site marcelobastosmusic de hoje. Esperamos que tenha achado esta exploração da sobreposição de escalas pentatônicas informativa e inspiradora. Não se esqueça de subscrever o nosso canal no YouTube para mais conteúdos relacionados com música. Até à próxima, continuem a explorar e a ultrapassar os limites da vossa musicalidade. Boa música!

 


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Sobreposição de Escalas Pentatônicas: Usando Várias Pentatônicas sobre um Acorde

Part II (Atualizado)

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Bem-vindo ao blog Marcelo Bastos Music, onde hoje exploraremos um dos conceitos mais fascinantes no mundo da improvisação e harmonia no jazz: a sobreposição de escalas pentatônicas sobre acordes. Este método permite a criação de sons únicos e interessantes, adicionando complexidade e cor aos seus solos e acompanhamentos.

Embora existam diversas variações de escalas pentatônicas, focaremos principalmente na pentatônica menor e sua aplicação prática tanto para guitarristas quanto para tecladistas. Nosso objetivo é ajudá-lo a expandir seu vocabulário musical, desenvolver ideias criativas e aumentar a expressividade em suas performances.

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1. O Que É a Escala

Pentatônica?

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A escala pentatônica é uma das estruturas mais utilizadas na música ocidental e não ocidental. Como o próprio nome sugere, é composta por cinco notas e pode ser dividida em dois tipos principais:

  • Pentatônica Menor: Baseada no 1º, 3º, 4º, 5º e 7º grau menor de uma escala menor natural.

  • Pentatônica Maior: Baseada no 1º, 2º, 3º, 5º e 6º grau maior de uma escala maior natural.

A pentatônica é muito popular no jazz, blues, rock e música popular devido à sua simplicidade e sonoridade agradável. No entanto, o grande diferencial está na aplicação criativa dessas escalas, como veremos a seguir.

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2. Fundamentos da Escala

Pentatônica Menor

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Antes de avançarmos para a sobreposição, é importante dominar os fundamentos da pentatônica menor reta. Abaixo, veja a fórmula geral da escala pentatônica menor:

Fórmula da Pentatônica Menor:
1 (tônica) – b3 (terça menor) – 4 (quarta justa) – 5 (quinta justa) – b7 (sétima menor)

Por exemplo, em A (Lá menor), as notas seriam:
A – C – D – E – G

Essa escala pode ser visualizada em diferentes posições no braço da guitarra ou no teclado, oferecendo flexibilidade para improvisação em diversas tonalidades.

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3. O Conceito de Sobreposição

de Escalas Pentatônicas

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A sobreposição de escalas pentatônicas ocorre quando utilizamos múltiplas pentatônicas (não necessariamente na mesma tonalidade) sobre um único acorde ou progressão harmônica. Essa abordagem cria camadas de tensão e resolução, enriquecendo a harmonia e adicionando movimento ao solo.

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Por Que Usar Sobreposição?

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  • Exploração de tensões: A sobreposição permite explorar notas que não estão diretamente na tonalidade principal, criando tensões que podem ser resolvidas no contexto do acorde.

  • Cores modais: Dependendo da escolha da pentatônica, você pode realçar modos específicos, como dórico, mixolídio ou lídio.

  • Variedade melódica: A alternância entre diferentes pentatônicas gera linhas melódicas mais interessantes e menos previsíveis.

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4. Como Usar Várias Pentatônicas

sobre um Acorde?

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4.1. Sobreposição Simples: Pentatônica Menor Relativa

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Uma abordagem básica para começar é usar a pentatônica menor relativa sobre um acorde maior. Por exemplo, sobre um acorde de Cmaj7, você pode tocar a pentatônica menor de A (Lá menor), pois ela compartilha várias notas com o modo jônio de C (C, E, G, A).

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4.2. Pentatônicas Baseadas no Terceiro e Quinto Grau

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Outra técnica é construir pentatônicas baseadas em diferentes graus do acorde. Por exemplo:

  • Sobre um C7 (dominante), você pode tocar:

    • Pentatônica de Gm (baseada na 5ª do acorde)

    • Pentatônica de Dm (baseada na 2ª do acorde)

Essas pentatônicas adicionam tensões como a 9ª e a 13ª, criando um som mais rico.

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4.3. Aplicação em Progressões Harmônicas

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Em progressões como II-V-I, a sobreposição de pentatônicas pode ser usada para conectar acordes. Por exemplo:

  • Sobre o Dm7 (II grau): Pentatônica de Am

  • Sobre o G7 (V grau): Pentatônica de Dm

  • Sobre o Cmaj7 (I grau): Pentatônica de Em

Essa abordagem cria movimento melódico, ao mesmo tempo em que respeita as funções harmônicas da progressão.

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5. Aplicação Prática na

Guitarra e Teclado

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Guitarra

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Na guitarra, as formas da pentatônica menor são muito familiares. Para aplicar a sobreposição, experimente conectar posições de diferentes pentatônicas no braço do instrumento. Por exemplo:

  1. Toque a pentatônica de Am na posição aberta.

  2. Transite para a pentatônica de Em na 12ª casa, sobre o mesmo acorde.

Essa abordagem ajuda a criar fluidez e evita que o solo soe estático.

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Teclado

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Para tecladistas, a visualização das escalas pode ser feita mapeando as notas das pentatônicas sobre a harmonia em blocos. Pratique cada escala separadamente antes de combiná-las para criar linhas melódicas mais complexas.

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6. Exercícios Práticos

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6.1. Exercício de Sobreposição Simples

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  • Escolha um acorde maior (ex.: Cmaj7) e toque a pentatônica menor relativa (ex.: Am).

  • Adicione a pentatônica baseada no quinto grau (ex.: Em).

  • Experimente criar frases alternando entre as duas escalas.

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6.2. Exercício de Progressão II-V-I

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  • Toque a progressão Dm7 – G7 – Cmaj7 no acompanhamento.

  • Improvise usando as seguintes pentatônicas:

    • Sobre Dm7: Pentatônica de Am

    • Sobre G7: Pentatônica de Dm

    • Sobre Cmaj7: Pentatônica de Em

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7. Referências Bibliográficas

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  • Bergonzi, Jerry. Pentatonics: A Substitute for All Scales. Advance Music, 1998.

  • Levine, Mark. The Jazz Theory Book. Sher Music Co., 1995.

  • Coker, Jerry. Patterns for Jazz: A Theory Text for Jazz Composition and Improvisation. Alfred Music, 1991.

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8. Conclusão

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A sobreposição de escalas pentatônicas é uma técnica poderosa para músicos que desejam expandir seus horizontes na improvisação e composição. Ao dominar o conceito e aplicá-lo de forma prática, você poderá adicionar mais cor, tensão e originalidade ao seu som. Experimente as diferentes combinações e descubra como elas podem transformar sua abordagem musical.

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